| +55 (085) 3260-6700 | 0800 095 6777

Como preservar a autonomia de bateria de um dispositivo? Será que usar um aparelho conectado à tomada danifica a bateria? Estas dúvidas certamente estão entre as mais recorrentes. Não sem motivo, já que há muita desinformação compartilhada na internet sobre o assunto. Mas, por quê? Muitos baseiam suas informações em tecnologias já antigas, pouco utilizadas atualmente. Não somente em notebooks, vale dizer, mas em grande parte dos produtos que funcionam com bateria. Vamos começar com um dos questionamentos mais comuns: usar o notebook na tomada prejudica a bateria?

 

O “efeito memória” na bateria


O que é o efeito memória? Um dano químico interno da bateria que faz com que ela não utilize toda a sua capacidade. Um “vício”, comumente percebido quando a autonomia de um aparelho fica perceptivelmente menor. De fato, esse problema existe, mas com um detalhe: não acontece com baterias de íons de lítio, mas sim com tecnologias mais antigas, como as de níquel-cádmio (NiCd).

 

As baterias de níquel-cádmio (NiCd) praticamente inexistem em notebooks e smartphones atualmente, pois exigem um longo ciclo de carga inicial para evitar o efeito memória. Uma luminária de emergência, por exemplo, costuma recomendar um carregamento inicial com o mínimo de 9 horas e o máximo de 18 horas exatamente por isso. Não é o caso com as baterias de lítio, presentes em praticamente todos os modelos hoje em dia.

 

Mas por que baterias de NiCd ainda são utilizadas em alguns produtos? Em especial por sua longevidade, aguentando mais de 10 anos sem grandes problemas. Em produtos específicos, como luminárias de emergências, essa é uma excelente vantagem, ainda que não seja uma tecnologia recomendada para notebooks e smartphones atuais. O motivo?

 

 

 

Ciclos e mais ciclos


Um dos grandes diferenciais das baterias de lítio é a sua robustez. Elas foram projetadas para aguentar qualquer ciclo de carga ou requisição energética, equipando desde smartphones de baixo desempenho até veículos elétricos, como os carros da Tesla. Atualmente, modelos projetados para aguentar pelo menos 1.000 ciclos de carga são bastante comuns, o que muitas vezes significa que um produto acabará sendo trocado não por um problema de bateria, mas sim quando deixa de atender as exigências do usuário.

 

Como “prolongar” a vida útil de uma bateria? Basicamente evitando o superaquecimento, o verdadeiro inimigo das baterias de lítio. Por isso é importante manter o notebook sempre bem refrigerado, sem obstruir as saídas de ar, evitar o acúmulo de poeira e assim por diante. Naturalmente, é importante manter o notebook como um todo bem refrigerado, mas a bateria é o componente que mais sofrerá com o aquecimento excessivo. Então, será que deixar ligado o notebook na tomada faz mal?

 

Notebook na tomada: proteção ativa


Respondendo de uma forma bastante resumida: deixar ligado o notebook na tomada não prejudica a autonomia de bateria. Esse mito é tão comum quanto o “efeito memória” em baterias de lítio, e não por poucos motivos. A verdade é que o sistema de energia de um notebook ou smartphone é muito mais sofisticado do que parece. Em especial pelas proteções envolvidas, já que o próprio notebook “corta” o carregamento quando a carga chega a 100%, sendo alimentado diretamente pela corrente elétrica.

 

Ou seja, as baterias não são “sobrecarregadas”, continuando a receber energia quando estão cheias e ainda alimentando os outros componentes. O perigo está em outro lugar. Como dissemos, o principal inimigo da bateria é o calor excessivo, de forma que o uso intenso da máquina pode gerar calor o suficiente para danificar a bateria aos poucos, em certos modelos.

 

 

Form Trabalhe Conosco

Dados pessoais

Área de interesse

Dados profissionais

© 2019 B&Q Energia. Todos os direitos reservados.